Dona Telma: Cem Anos de Luz que Não se Apaga

Hoje vamos comemorar os cem anos da nossa matriarca, Dona Telma, completados em 16 de fevereiro. Não poderia deixa de fazer esta homenagem e registro histórico.


Há pessoas que passam pela vida.
E há pessoas que atravessam o século.

Dona Telma não apenas viveu cem anos. Ela sustentou cem anos. Como quem segura um teto invisível para que todos os outros possam morar debaixo dele sem medo de chuva.

Nasceu quando o mundo ainda andava devagar. Viu o rádio virar televisão, o papel virar tela, a carta virar mensagem instantânea. Assistiu guerras terminarem, governos começarem e terminarem também. Viu modas irem e voltarem como se o tempo tivesse senso de humor.

Mas o que nunca mudou foi ela.

Firme como raiz profunda. Doce como quem sabe que amor não se grita — se pratica. Autoritária quando precisava ser. Acolhedora quando o mundo parecia grande demais para os filhos.

Há mães que protegem.
Dona Telma construiu abrigo.

Não foi apenas presença. Foi direção.
Não foi apenas conselho. Foi exemplo.
Não foi apenas fé. Foi sustentação.

Enquanto o mundo se reinventava, ela mantinha algo raro: coerência. Uma espécie de bússola moral que não dependia de tendências. Sua fé não era discurso. Era prática diária. Sua força não era espetáculo. Era constância.

Quem cresceu sob seu olhar aprendeu que caráter não se negocia. Que trabalho dignifica. Que família não é conveniência — é compromisso. Que Deus não é argumento — é fundamento.

E mesmo quando a vida apertou — porque apertou — ela não fez barulho. Fez resistência.

Como raiz que se aprofunda quando o vento sopra forte.

Cem anos não se explicam.
Se testemunham.

Dona Telma viu filhos crescerem, netos e bisnetos nascerem, gerações se formarem. E, em cada uma delas, deixou marcas invisíveis: no jeito de falar, no modo de decidir, na maneira de enfrentar o mundo.

Ela é dessas mulheres que não pedem reconhecimento, mas o merecem inteiro.

Mulher de força.
De fé silenciosa.
De humor que suaviza.
De firmeza que orienta.

Se o tempo é uma estrada, Dona Telma não apenas caminhou. Ela pavimentou.

E hoje, ao completar cem anos, não celebramos apenas uma idade. Celebramos uma presença que atravessou décadas sem perder a essência.

Celebramos uma mulher que foi chão quando tudo parecia desabar.
Que foi sol quando faltava luz.
Que foi porto quando o mar ficou agitado.

Cem anos depois, o mundo é outro.
Mas o que ela ensinou continua atual:

Amar é decisão.
Fé é prática.
Família é legado.

E talvez essa seja a maior verdade sobre Dona Telma:

Algumas pessoas envelhecem.
Outras se tornam eternas enquanto ainda estão aqui.

Porque há vidas que passam pela história.
E há vidas que se tornam história.

E Dona Telma não viveu apenas cem anos.
Ela construiu cem anos dentro de todos nós.

🎵 Esta canção nasceu do amor e da gratidão. Aperte o play e deixe que cada verso conte o que as palavras não conseguem dizer sozinhas.

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