Como cortar cebolas sem chorar: dicas e truques simples (e um pouco de humor)

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Hoje na História: 26 de agosto, o Dia em que as Mulheres Conquistaram o Voto nos EUA

Um marco na luta pela igualdade de gênero que inspirou outras nações

Hoje na História: 26 de agosto, o Dia em que as Mulheres Conquistaram o Voto nos EUA | Curiosidade

Em 26 de agosto de 1920, a 19ª emenda à Constituição dos Estados Unidos entrou em vigor, concedendo às mulheres o direito de voto. 

Esse foi um momento histórico para a democracia e para a emancipação feminina, que resultou de décadas de mobilização e resistência das sufragistas.

O que aconteceu em 1920?

Em 1920, os Estados Unidos estavam passando por uma série de transformações sociais, econômicas e culturais. A Primeira Guerra Mundial havia terminado em 1918, e o país emergia como uma potência mundial. A economia estava em expansão, e a sociedade se tornava mais urbana e industrializada. A cultura popular era influenciada pelo jazz, pelo cinema e pela moda.

Nesse contexto, as mulheres desempenhavam um papel cada vez mais importante na vida pública. Elas haviam participado do esforço de guerra, trabalhando nas fábricas, nos hospitais e nos serviços públicos. Elas também se envolviam em movimentos sociais, como o pacifismo, o abolicionismo e o temperismo (contra o consumo de álcool).

No entanto, as mulheres ainda enfrentavam muitas restrições e discriminações. Elas não tinham os mesmos direitos civis e políticos que os homens. Elas não podiam votar, nem se candidatar a cargos públicos. Elas não podiam exercer certas profissões, nem receber os mesmos salários que os homens. Elas não podiam controlar seus próprios bens, nem decidir sobre seus próprios corpos.

Por isso, as mulheres se organizaram para reivindicar seus direitos, especialmente o direito ao voto. Esse movimento ficou conhecido como sufrágio feminino ou sufragismo. As sufragistas usavam diferentes estratégias para chamar a atenção da sociedade e do governo para a sua causa. Elas faziam manifestações pacíficas, mas também atos de desobediência civil. Elas distribuíam panfletos, mas também quebravam vitrines. Elas faziam greves de fome, mas também incendiavam caixas de correio.

O movimento sufragista enfrentou muita resistência e repressão. As sufragistas eram ridicularizadas, insultadas e agredidas. Elas eram presas, multadas e torturadas. Elas eram acusadas de serem antipatrióticas, imorais e subversivas.

Apesar de todas as dificuldades, as sufragistas persistiram na sua luta. Elas conseguiram apoio de alguns políticos, intelectuais e celebridades. Elas também se inspiraram em outros países que já haviam concedido o voto às mulheres, como Nova Zelândia (1893), Austrália (1902), Finlândia (1906) e Reino Unido (1918).

Finalmente, em 1919, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a 19ª emenda à Constituição, que dizia: “O direito dos cidadãos dos Estados Unidos de votar não será negado ou restringido pelos Estados Unidos ou por qualquer Estado com base no sexo”. No entanto, para que a emenda entrasse em vigor, era necessário que pelo menos 36 dos 48 estados ratificassem-na.

Em 18 de agosto de 1920, o Tennessee se tornou o 36º estado a ratificar a emenda, garantindo assim a sua validade. Em 26 de agosto de 1920, o secretário de Estado dos Estados Unidos certificou oficialmente a ratificação da emenda, tornando-a parte da Constituição.

A partir desse dia, as mulheres norte-americanas passaram a ter o direito de votar em todas as eleições federais, estaduais e locais. Esse foi um grande avanço para a democracia e para a igualdade de gênero nos Estados Unidos e no mundo.

Outros fatos históricos que aconteceram em 26 de agosto

Além do direito ao voto das mulheres nos Estados Unidos, outros fatos históricos marcantes aconteceram em 26 de agosto, tanto no Brasil quanto no mundo. Veja alguns deles:

  • 🇫🇷 Em 1789, durante a Revolução Francesa, a Assembleia Constituinte aprova a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, um documento fundamental que estabelece os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade. Esse documento influenciou outras declarações de direitos humanos e constituições pelo mundo .
  • 📻 Em 1920, ocorre a primeira retransmissão radiofônica em Buenos Aires, Argentina, marcando o início da era do rádio na América do Sul. O rádio se tornou um meio de comunicação de massa, que transmitia notícias, música, entretenimento e cultura .
  • 🇵🇹 Em 1931, um movimento revolucionário começa em Portugal, contra a ditadura do general Cardona, que duraria até 1974. O movimento foi liderado por militares e civis que defendiam a restauração da democracia e da autonomia das colônias portuguesas .
  • ✈️ Em 1952, um avião britânico realiza em um dia, pela primeira vez, o voo de ida e volta sobre o Oceano Atlântico. O avião era um De Havilland Comet, o primeiro jato comercial do mundo. O voo durou cerca de 11 horas e meia, e ligou Londres a Nova York .
  • 🌋 Em 1883, o vulcão Krakatoa, localizado na Indonésia, entra em erupção, causando uma das maiores catástrofes naturais da história, com mais de 36 mil mortes e efeitos climáticos globais. A erupção foi tão forte que gerou ondas sonoras que deram a volta ao mundo, tsunamis que devastaram as ilhas próximas e cinzas que escureceram o céu por vários dias .
  • 🇫🇷 Em 1944, Charles de Gaulle, líder da França Livre durante a Segunda Guerra Mundial, entra em Paris após a libertação da cidade dos nazistas. De Gaulle foi recebido com entusiasmo pela população francesa, que o considerava um herói nacional. Ele se tornaria presidente da França em 1959 .
  • 🇧🇷 Em 1828, é assinado o Tratado do Rio de Janeiro entre Brasil e Portugal, reconhecendo oficialmente a independência brasileira. O tratado encerrou o conflito entre as duas nações, que havia começado em 1822 com a proclamação da independência pelo príncipe Pedro. O tratado também definiu as fronteiras entre Brasil e Uruguai .
  • 🇧🇷 Em 1961, o presidente Jânio Quadros renuncia ao cargo após apenas sete meses de governo, gerando uma crise política que culminaria no golpe militar de 1964. Jânio Quadros alegou que sofria pressões de forças ocultas que impediam o seu governo. A sua renúncia provocou uma disputa pelo poder entre os militares e os defensores da posse do vice-presidente João Goulart .
  • 🇧🇷 Em 1989, é lançado o Plano Collor I pelo governo de Fernando Collor de Mello, com medidas econômicas drásticas como o confisco das poupanças e o congelamento dos preços. O plano tinha como objetivo combater a inflação, mas teve consequências desastrosas para a economia e para a população brasileira. O plano foi considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em 1992 .

A importância de conhecer a história

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Hoje na História: 25 de agosto, o dia da Inauguração da Estátua da Liberdade

Um dos monumentos mais famosos e emblemáticos do mundo

Hoje na História: 25 de agosto, o dia da Inauguração da Estátua da Liberdade | Curiosidade

Em 25 de agosto de 1886, há 137 anos, a Estátua da Liberdade foi inaugurada em Nova York, nos Estados Unidos. 

A estátua foi um presente da França para comemorar o centenário da independência americana e a aliança entre os dois países durante a Revolução Americana. Ela se tornou um dos monumentos mais famosos e emblemáticos do mundo, representando os ideais de liberdade, democracia e esperança.

O que aconteceu na Inauguração da Estátua da Liberdade?

A inauguração da Estátua da Liberdade foi um grande evento que reuniu milhares de pessoas em Nova York. A cerimônia contou com a presença do presidente dos Estados Unidos, Grover Cleveland, do ministro da França, Ferdinand de Lesseps, do escultor da estátua, Frédéric Auguste Bartholdi, e de outras autoridades e personalidades.

A cerimônia começou às 10 horas da manhã, com uma parada militar que percorreu as ruas de Nova York até chegar à ilha onde estava a estátua. Lá, foram feitos discursos elogiosos à obra e aos seus idealizadores, destacando o significado histórico e simbólico do presente francês. Em seguida, Bartholdi puxou uma corda que retirou a bandeira francesa que cobria o rosto da estátua, revelando a sua expressão serena e majestosa. Uma salva de 21 tiros de canhão saudou a estátua, enquanto uma multidão entusiasmada aplaudia e gritava “Viva a França! Viva a América!”.

A cerimônia continuou com uma regata no porto de Nova York, onde centenas de barcos enfeitados com bandeiras e flâmulas desfilaram em frente à estátua. À noite, houve um espetáculo de fogos de artifício que iluminou o céu e a estátua. A inauguração da Estátua da Liberdade foi um sucesso e uma festa popular, que marcou a admiração e o respeito entre os dois países amigos.

Por que a Inauguração da Estátua da Liberdade é considerada um marco histórico?

A Inauguração da Estátua da Liberdade é considerada um marco histórico porque ela marcou a conclusão de um projeto grandioso e complexo, que envolveu anos de trabalho, esforço e colaboração entre franceses e americanos. A estátua foi concebida por Bartholdi como uma homenagem aos valores republicanos compartilhados pelos dois países, que lutaram pela sua independência contra monarquias opressoras. Ela foi inspirada na imagem da deusa romana Libertas, que segura uma tocha na mão direita e uma tábua na mão esquerda, onde está inscrita a data da Declaração de Independência dos Estados Unidos: 4 de julho de 1776.

A estátua foi construída na França entre 1875 e 1884, com o apoio financeiro de doações públicas e privadas. Ela foi feita de cobre batido sobre uma estrutura metálica projetada por Gustave Eiffel, o engenheiro da Torre Eiffel. Ela mede 46 metros de altura e pesa 225 toneladas. Ela foi desmontada em 350 peças e transportada em quatro navios até Nova York, onde foi remontada em um pedestal de granito e concreto na ilha de Bedloe, que depois foi rebatizada de ilha da Liberdade.

A estátua foi inaugurada em 1886, mas só foi oficialmente entregue aos Estados Unidos em 1889, após a construção do pedestal, que também foi financiado por doações públicas e privadas. A estátua foi declarada um monumento nacional em 1924 e um patrimônio mundial da UNESCO em 1984. Ela recebe milhões de visitantes todos os anos e é um dos principais pontos turísticos de Nova York.

A estátua também é um símbolo de liberdade e democracia para o mundo. Ela acolheu milhões de imigrantes que chegaram aos Estados Unidos em busca de uma vida melhor. Ela inspirou movimentos sociais e políticos que lutaram pelos direitos humanos e civis. Ela também foi palco de protestos e manifestações pacíficas que reivindicaram a paz e a justiça. Ela é um ícone da cultura americana e mundial, que aparece em filmes, livros, músicas e obras de arte.

Outros fatos históricos que aconteceram em 25 de agosto

Além da Inauguração da Estátua da Liberdade, outros fatos históricos importantes aconteceram em 25 de agosto ao longo dos anos. Aqui estão alguns deles:

  • 🎨 Nascimento de Leonardo da Vinci (1452): O gênio renascentista nasceu em Vinci, na Itália. Ele foi um pintor, escultor, arquiteto, engenheiro, cientista, inventor e músico. Ele é famoso por obras como a Mona Lisa, a Última Ceia e o Homem Vitruviano . Esse evento é considerado um marco histórico porque ele marcou o nascimento de um dos maiores artistas e pensadores da história da humanidade.
  • 🚀 Lançamento do Sputnik 3 (1958): A União Soviética lançou o terceiro satélite artificial da história, o Sputnik 3. Ele tinha 13 instrumentos científicos para estudar a atmosfera superior, o campo magnético terrestre e os raios cósmicos. Ele orbitou a Terra por quase dois anos . Esse evento é considerado um marco histórico porque ele marcou o avanço da ciência e da tecnologia espacial na Guerra Fria.
  • 🏆 Conquista da Copa do Mundo (2002): A seleção brasileira de futebol conquistou o seu quinto título mundial ao vencer a Alemanha por 2 a 0 na final da Copa do Mundo de 2002, realizada na Coreia do Sul e no Japão. Os gols foram marcados por Ronaldo Fenômeno, que foi o artilheiro da competição com oito gols . Esse evento é considerado um marco histórico porque ele marcou a consagração do futebol brasileiro como o mais vitorioso e admirado do mundo.

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Esperamos que você tenha gostado deste artigo sobre Hoje na História. Se você achou interessante e informativo, por favor, curta, comente e compartilhe nas suas redes sociais. Nós queremos saber a sua opinião sobre os fatos históricos que aconteceram em 25 de agosto. Você conhecia algum desses fatos? Você ficou surpreso ou impressionado com algum deles? Você tem alguma sugestão ou crítica sobre o nosso artigo? Deixe o seu comentário abaixo e nos ajude a melhorar o nosso artigo. Obrigado por ler e até a próxima. 😊

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24 de agosto, o dia do Massacre da Noite de São Bartolomeu

Um dos episódios mais trágicos e violentos das guerras religiosas na França

24 de agosto, o dia do Massacre da Noite de São Bartolomeu | Curiosidade

Em 24 de agosto de 1572, um domingo, a França testemunhou um dos massacres mais brutais da sua história. 

Milhares de protestantes foram assassinados pelos católicos romanos em Paris e em outras cidades francesas, no que ficou conhecido como o Massacre da Noite de São Bartolomeu.

O que aconteceu na Noite de São Bartolomeu?

O massacre foi desencadeado pelo atentado contra o almirante Gaspard de Coligny, líder dos huguenotes (protestantes franceses), que foi baleado na rua por um pistoleiro a mando do duque de Guise, um dos chefes do partido católico. Coligny sobreviveu ao ataque, mas ficou gravemente ferido.

O rei Carlos IX, que era nominalmente católico, mas tinha uma política de tolerância religiosa, ficou indignado com o atentado e ordenou uma investigação. No entanto, ele foi influenciado pela sua mãe, Catarina de Médici, que temia uma vingança dos huguenotes e uma guerra civil. Ela convenceu o rei a autorizar a eliminação dos líderes protestantes que estavam em Paris para o casamento do seu irmão Henrique de Navarra (futuro rei Henrique IV) com Margarida de Valois, irmã do rei.

Na madrugada de 24 de agosto, dia da festa de São Bartolomeu, os soldados e os civis católicos começaram a matar os huguenotes nas ruas, nas casas e nos hotéis. O próprio Coligny foi arrastado da sua cama e jogado pela janela, depois de ter a cabeça cortada. O seu corpo foi mutilado e arrastado pelas ruas. Outros nobres protestantes foram mortos ou presos, assim como milhares de cidadãos comuns.

O massacre se espalhou rapidamente por outras cidades francesas, como Lyon, Toulouse, Bordeaux e Rouen, onde os católicos também atacaram os protestantes. Estima-se que entre 5 mil e 30 mil pessoas foram mortas no massacre, que durou vários dias.

Por que o Massacre da Noite de São Bartolomeu é considerado um marco histórico?

O Massacre da Noite de São Bartolomeu é considerado um marco histórico porque ele mudou radicalmente o curso das guerras religiosas na França e na Europa. Ele mostrou a fragilidade da paz entre católicos e protestantes, que havia sido estabelecida pelo Édito de Saint-Germain em 1570. Ele também revelou a divisão política e social entre os franceses, que se alinhavam em diferentes facções religiosas.

O massacre teve consequências políticas imediatas. O rei Carlos IX perdeu a credibilidade e o respeito dos seus súditos, especialmente dos protestantes, que o viam como um tirano sanguinário. Ele morreu dois anos depois, aos 23 anos, possivelmente envenenado ou consumido pela culpa. O seu irmão Henrique III sucedeu-o no trono, mas enfrentou a oposição dos católicos radicais da Liga Católica, liderada pelo duque de Guise.

O massacre também teve consequências religiosas duradouras. Ele fortaleceu a identidade e a resistência dos protestantes franceses, que se organizaram em comunidades autônomas e armadas. Eles continuaram a lutar contra os católicos nas guerras religiosas, que só terminaram em 1598, com o Édito de Nantes, que concedeu a liberdade de culto aos huguenotes. O massacre também provocou a indignação e a solidariedade dos protestantes de outros países, como a Inglaterra, a Holanda e a Alemanha, que condenaram a violência dos católicos franceses.

O massacre também teve consequências culturais e artísticas. Ele inspirou obras literárias, como os poemas de Pierre de Ronsard e Agrippa d’Aubigné, e os ensaios de Michel de Montaigne. Ele também influenciou obras musicais, como os salmos de Clément Marot e Théodore de Bèze, e as óperas de Giacomo Meyerbeer e Camille Saint-Saëns. Ele também foi retratado em obras pictóricas, como os quadros de François Dubois e Giorgio Vasari.

Outros fatos históricos que aconteceram em 24 de agosto

Além do Massacre da Noite de São Bartolomeu, outros fatos históricos importantes aconteceram em 24 de agosto ao longo dos anos. Aqui estão alguns deles:

  • 🌋 Erupção do Vesúvio (79): Acreditava-se até 2018 que essa era a data da enorme erupção do vulcão Vesúvio, que enterrou as cidades de Pompeia, Herculano, Oplontis e Estábia, matando milhares de pessoas. As evidências mais recentes sugerem que a erupção ocorreu após 17 de outubro . Esse evento é considerado um marco histórico porque ele preservou as cidades romanas sob as cinzas e a lava, permitindo aos arqueólogos e historiadores estudarem a vida cotidiana na Antiguidade.
  • 💻 Lançamento do Windows 95 (1995): A Microsoft lançou seu sistema operacional Windows 95 para o público . Esse evento é considerado um marco histórico porque ele revolucionou o mercado de computadores pessoais, introduzindo recursos como o menu Iniciar, a barra de tarefas, o botão direito do mouse e o Internet Explorer.
  • 🌎 Descoberta do planeta Proxima b (2016): Astrônomos anunciaram a descoberta de um planeta semelhante à Terra chamado Proxima b. O planeta orbita a estrela mais próxima do nosso sol, Proxima Centauri, a 4,22 anos-luz de distância . Esse evento é considerado um marco histórico porque ele aumentou as chances de encontrar vida extraterrestre no universo.
  • 🚍 Acidente de ônibus (1960): 60 pessoas morreram quando um ônibus caiu de uma ponte no rio Turvo, em Minas Gerais . Esse evento é considerado um dos piores acidentes rodoviários da história do Brasil.
  • 🇧🇷 Impeachment de Collor (1992): Uma comissão especial no Brasil concluiu que havia evidências suficientes para iniciar o processo de impeachment contra o presidente Fernando Collor de Mello, acusado de receber milhões de dólares em pagamentos ilegais de interesses empresariais . Esse evento é considerado um marco histórico porque ele marcou o fim do primeiro mandato presidencial eleito pelo voto direto após a ditadura militar..

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O dia em que o Brasil perdeu Getúlio Vargas: os bastidores da trama que mudou a história do brasil.

O dia em que o Brasil perdeu Getúlio Vargas: os bastidores da trama que mudou a história do brasil. | Curiosidade

Você sabe o que aconteceu no dia 24 de agosto de 1954? 

Neste artigo, você vai descobrir como o suicídio do presidente brasileiro Getúlio Vargas mudou o rumo da história do país. Você vai conhecer os motivos que levaram Vargas a tomar essa decisão drástica, a carta que ele deixou para o povo brasileiro e as consequências políticas e sociais do seu ato. Leia mais e saiba tudo sobre esse episódio marcante da história brasileira.


O suicídio de Getúlio Vargas

Getúlio Vargas, o presidente brasileiro, cometeu suicídio em 24 de agosto de 1954, horas depois de renunciar em meio a uma crise política crescente .

Cenário político, social e econômico

Na época, o Brasil estava passando por um período de instabilidade política e econômica. O país havia acabado de sair da Segunda Guerra Mundial e estava enfrentando uma série de desafios, incluindo a inflação crescente e a falta de investimentos estrangeiros. O governo de Vargas foi marcado por uma série de reformas sociais e econômicas, incluindo a criação da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e a nacionalização da indústria do petróleo . No entanto, essas reformas também foram acompanhadas por um aumento da repressão política e da censura à imprensa.

A crise que levou ao suicídio

A crise que levou ao suicídio de Vargas começou em 5 de agosto de 1954, quando o jornalista Carlos Lacerda foi baleado na rua. Lacerda era um crítico ferrenho do governo Vargas e sobreviveu ao ataque. O homem que atirou em Lacerda era um membro da guarda presidencial, o que levou a acusações de que o governo estava envolvido no ataque . A crise se intensificou quando o major Rubens Florentino Vaz, que havia sido preso sob acusação de envolvimento no ataque a Lacerda, foi encontrado morto em sua cela na prisão . A morte de Vaz levou a uma série de protestos públicos contra o governo Vargas.

O suicídio

Em meio à crescente pressão pública e política, Vargas renunciou ao cargo em 24 de agosto. Horas depois, ele foi encontrado morto em seus apartamentos privados com um tiro no coração . Em sua nota de suicídio, ele reclamou que seus esforços para “libertar” o povo do Brasil haviam sido prejudicados por interesses estrangeiros que ele culpou pela crise econômica que assola a nação. Sua carta dizia: “Nada mais resta além do meu sangue. Eu lhe dei minha vida, agora lhe dou minha morte. Escolho este caminho para defendê-lo, pois minha alma estará com você, meu nome será uma bandeira para sua luta.” Terminava com: “Dou o primeiro passo para a eternidade. Deixo a vida para entrar na história.

Espero que tenha gostado do artigo!  

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Obrigado e até a Próxima!


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Profecias Sagradas: Revelações Surpreendentes do Futuro que Você Precisa Conhecer

O futuro é algo que nos intriga e nos fascina. O que nos espera? O que podemos fazer para influenciar o nosso destino? Como podemos nos preparar para os desafios e as oportunidades que virão? Essas são perguntas que todos nós fazemos em algum momento de nossas vidas. E é nessas horas que podemos recorrer … Ler mais

Submarino de turismo ao Titanic implode e mata 5 pessoas

O que aconteceu com o Titan?

Saiba o que aconteceu com o submarino Titan, que implodiu no fundo do mar enquanto tentava visitar os destroços do Titanic.

Infelizmente, as notícias sobre o submarino Titan não são boas. 

Depois de quatro dias de buscas intensas, as equipes de resgate encontraram partes do submarino a 500 metros da proa do Titanic e declararam que as cinco pessoas a bordo estavam mortas.

Segundo a Guarda Costeira americana, o submarino implodiu em virtude da “catastrófica perda de pressão interna na cabine”. O submarino foi projetado para suportar a alta pressão do fundo do mar, mas poderia ter sofrido uma implosão se perdesse pressão. Outras possibilidades são um incêndio, uma inundação ou uma perda de energia.

Quem eram os ocupantes do submarino?

Entre os cinco ocupantes do submarino estavam:

  • O bilionário britânico Hamish Harding
  • O escritor francês Paul-Henry Nargeolet, o mais notório especialista no naufrágio do Titanic
  • Três tripulantes da empresa OceanGate Expeditions, que leva turistas pagantes em submersíveis a desfiladeiros subaquáticos e naufrágios, incluindo o Titanic

Eles embarcaram no Titan com o objetivo de explorar os destroços do navio por oito horas, usando câmeras e sensores para registrar imagens e dados.

Como foi a reação do mundo?

A tragédia chocou o mundo e levantou questões sobre a segurança e a ética desse tipo de viagem. O diretor James Cameron, que filmou o famoso filme Titanic em 1997, lamentou as mortes e se chocou com a semelhança entre o acidente do submarino e o do navio. Ele disse que esperava que a investigação revelasse as causas do acidente e que servisse para melhorar os padrões de segurança dos submarinos comerciais.

Como era o submarino Titan?

O submarino Titan era um dos poucos meios de ver os destroços do Titanic de perto. Ele era feito de fibra de carbono e titânio e podia mergulhar até 4 mil metros de profundidade. Ele já havia realizado mais de 50 testes de mergulho, inclusive a uma profundidade equivalente à dos destroços.

Conclusão

Agradecemos aos nossos leitores por acompanharem essa história trágica. Se você gostou desse conteúdo, por favor, curta, comente e compartilhe com seus amigos. Sua opinião é muito importante para nós.

By IDFM

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O Desastre do Thresher: O Submarino Americano que Afundou em 1963 no Atlântico Norte

Submarino

Neste ultimo episódio da nossa série Submarinos Perdidos, vamos contar a história do Thresher, o submarino americano que afundou em 1963 no Atlântico Norte, provocando a morte de 129 pessoas e mudando os padrões de segurança dos submarinos. Foi o primeiro submarino nuclear

de ataque da sua classe e o primeiro submarino nuclear a se perder no mar. Sua tragédia foi um choque para a Marinha dos Estados Unidos e levou à criação de um rigoroso programa de segurança submarina conhecido como SUBSAFE.

O Submarino Inovador

O Thresher era um submarino da classe Thresher (depois renomeada como classe Permit), com 85 metros de comprimento e equipado com quatro tubos lança-torpedos e 22 torpedos. Era considerado um dos mais avançados e silenciosos submarinos da sua época, capaz de atingir velocidades superiores a 30 nós e profundidades superiores a 400 metros. A bordo estavam 16 oficiais e 96 suboficiais e marinheiros da Marinha dos Estados Unidos, além de 17 civis do estaleiro naval de Portsmouth, onde o submarino foi construído. O submarino foi lançado em 1960 e comissionado em 1961. Entre 1961 e 1963, realizou diversas missões de teste e treinamento no Atlântico.

O Afundamento Trágico

No dia 9 de abril de 1963, o Thresher partiu da base naval de New London, em Connecticut, rumo ao mar aberto, para realizar testes de imersão profunda. O submarino estava acompanhado pelo navio de resgate USS Skylark, que mantinha contato por rádio com ele. No dia seguinte, o Thresher iniciou sua descida até o limite máximo de profundidade permitido para sua classe, cerca de 400 metros. Às 9:13 da manhã, o Skylark recebeu uma mensagem do Thresher informando que estava com problemas e que iria subir à superfície.

No entanto, essa foi a última comunicação do Thresher. Logo depois, o Skylark ouviu um ruído forte e agudo pelo rádio, que durou cerca de dois minutos. Era o som do Thresher se desintegrando sob a pressão da água, a uma profundidade estimada em mais de 700 metros. Nenhum dos 129 ocupantes do submarino sobreviveu ao acidente.

A Investigação Controversa

A causa exata do afundamento do Thresher nunca foi esclarecida com certeza absoluta, mas há várias hipóteses em aberto, baseadas nas evidências disponíveis e nos testemunhos dos envolvidos. A hipótese mais aceita é que o submarino sofreu uma falha no sistema elétrico ou no sistema de refrigeração do reator nuclear, que provocou um desligamento automático do reator e uma perda de propulsão. Isso fez com que o submarino começasse a afundar lentamente, sem conseguir controlar sua profundidade.

Para tentar subir à superfície, o comandante do Thresher ordenou a liberação do lastro de emergência, que consistia em expelir água dos tanques de lastro para tornar o submarino mais leve. No entanto, esse procedimento também falhou, pois as válvulas de liberação do lastro estavam obstruídas por pedaços de gelo que se formaram nos tubos. O submarino continuou a afundar até ultrapassar sua profundidade crítica, que era o ponto em que a pressão da água era maior do que a resistência do casco. Nesse momento, o casco se rompeu e o submarino se partiu em vários pedaços.

A Reforma Necessária

A perda do Thresher foi um dos maiores desastres da história naval dos Estados Unidos e um duro golpe para a Marinha americana, que tinha no submarino um dos seus principais ativos na Guerra Fria. A tragédia também revelou graves falhas nos projetos, na construção, na manutenção e na operação dos submarinos nucleares, que colocavam em risco a vida dos tripulantes e a segurança nacional.

Para evitar que uma tragédia como essa se repetisse, a Marinha dos Estados Unidos criou um rigoroso programa de segurança submarina conhecido como SUBSAFE, que estabeleceu novos padrões de qualidade e confiabilidade para os submarinos nucleares. O programa envolveu uma revisão completa dos projetos, dos materiais, dos equipamentos, dos procedimentos e do treinamento dos submarinos nucleares, bem como uma fiscalização permanente e independente de todas as fases do ciclo de vida dos submarinos. Desde a implementação do SUBSAFE, nenhum submarino nuclear americano se perdeu no mar.

A Memória Preservada

A história do Thresher foi uma das mais tristes e impactantes da história dos submarinos. As vítimas do acidente foram homenageadas e lembradas por seus familiares, amigos e colegas, que ergueram monumentos e memoriais em sua honra. O submarino também foi reconhecido e respeitado pela comunidade naval internacional, que viu nele um exemplo de inovação e sacrifício. O Thresher nunca foi retirado do fundo do mar e permanece em “Patrulha Eterna”, como um símbolo da coragem e da dedicação dos submarinistas.

Esperamos que você tenha gostado  da nossa série Submarinos Perdidos. Se você achou o conteúdo dela relevante, por favor, curta, comente e compartilhe com os seus amigos. Obrigado por ter acompanhado até aqui!

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O Milagre do ARA San Luis: O Submarino Argentino que Escapou da Morte na Guerra das Malvinas

Conheça a história do ARA San Luis, o submarino argentino que escapou da morte na Guerra das Malvinas.

Neste episódio da nossa série Submarinos Perdidos, vamos contar a história do ARA San Luis, um submarino argentino que escapou da morte na Guerra das Malvinas, em 1982. Foi um dos dois submarinos argentinos que participaram do conflito e o único que enfrentou a poderosa frota britânica, lançando torpedos contra seus navios e evitando os ataques dos helicópteros e aviões inimigos. Sua saga foi uma prova de coragem, resistência e sorte, que merece ser conhecida e reconhecida.

O Submarino Alemão

O ARA San Luis era um submarino de ataque diésel-elétrico Tipo 209/1200, com 55 metros de comprimento e equipado com oito tubos lança-torpedos e 22 torpedos. Era considerado um dos mais avançados da América do Sul e capaz de operar em águas profundas e rasas. A bordo estavam 37 tripulantes, entre eles o capitão Horacio Bicain e o tenente Rodolfo Cionchi. O submarino foi construído na Alemanha Ocidental em 1973 e incorporado à Marinha da Argentina em 1974. Entre 1974 e 1982, realizou diversas missões de treinamento e patrulha no Atlântico Sul.

A Guerra Inesperada

No dia 2 de abril de 1982, a Argentina invadiu as ilhas Malvinas, um arquipélago no Atlântico Sul que estava sob domínio britânico desde 1833. A Argentina reivindicava a soberania sobre as ilhas desde o século XIX e considerava a invasão como um ato de recuperação territorial. O Reino Unido reagiu enviando uma força-tarefa naval para retomar as ilhas pela força. Assim começou a Guerra das Malvinas, que durou 74 dias e terminou com a rendição argentina no dia 14 de junho de 1982.

O ARA San Luis estava na base naval de Mar del Plata quando recebeu a ordem de partir para as Malvinas no dia 6 de abril de 1982. O submarino deveria integrar o Grupo de Tarefas 79.3, junto com o porta-aviões ARA Veinticinco de Mayo, os contratorpedeiros ARA Hércules e ARA Santísima Trinidad e as fragatas ARA Drummond e ARA Granville. O objetivo do grupo era estabelecer uma zona de exclusão ao redor das ilhas e impedir o desembarque das tropas britânicas.

No entanto, o submarino enfrentava sérios problemas técnicos que comprometiam sua capacidade operacional. Os torpedos SST-4 que levava eram obsoletos e defeituosos, os periscópios estavam danificados, os sistemas hidráulicos vazavam óleo constantemente, os motores diésel apresentavam falhas elétricas e os equipamentos de comunicação eram insuficientes e vulneráveis à interceptação inimiga. Além disso, o submarino não tinha mísseis anti-navio nem armas anti-aéreas, o que o tornava um alvo fácil para os navios e aviões britânicos.

A Sobrevivência Milagrosa

O ARA San Luis chegou à zona de operações no dia 16 de abril de 1982 e iniciou sua missão de patrulha e ataque. Durante os 36 dias que permaneceu em combate, o submarino lançou dez torpedos contra os navios britânicos, mas nenhum deles atingiu o alvo. Os torpedos falharam por diversos motivos, como mau funcionamento dos sensores acústicos, interferência das bolhas de ar, desvio da trajetória e contra-medidas dos navios inimigos. O submarino também foi atacado várias vezes pelos helicópteros e aviões britânicos, que lançaram cargas de profundidade, torpedos e foguetes contra ele. O submarino conseguiu escapar de todos os ataques, graças à habilidade do seu comandante, à manobras evasivas, à baixa profundidade das águas e à sorte.

O ARA San Luis foi um dos poucos navios argentinos que não sofreu nenhum dano nem baixa durante a guerra. Sua tripulação demonstrou um alto grau de profissionalismo, disciplina e bravura, enfrentando condições adversas de combate, clima e isolamento. O submarino foi uma ameaça constante para a frota britânica, que teve que desviar recursos e atenção para tentar localizá-lo e neutralizá-lo. O submarino também foi uma fonte de esperança e orgulho para a Argentina, que via nele um símbolo de resistência e dignidade.

A Honra Reconhecida

A história do ARA San Luis foi uma das mais emocionantes e inspiradoras da Guerra das Malvinas. As façanhas do submarino foram reconhecidas tanto pela Argentina quanto pelo Reino Unido, que lhe renderam homenagens e condecorações. O submarino recebeu a Medalha do Congresso da Nação Argentina, a Medalha do Mérito Naval da Marinha da Argentina e a Medalha da Campanha das Malvinas da Força Aérea Argentina. O comandante Bicain recebeu a Cruz La Nación Argentina ao Heroico Valor em Combate, a mais alta distinção militar da Argentina. O submarino também foi elogiado pelo almirante Sandy Woodward, o comandante da força-tarefa britânica, que disse: “O San Luis foi o único inimigo que realmente me assustou”.

Esperamos que você tenha gostado deste episódio da nossa série Submarinos Perdidos. Se você achou este conteúdo relevante, por favor, curta, comente e compartilhe com os seus amigos. E não perca o próximo episódio, em que vamos contar a história  Thresher, o submarino americano que afundou em 1963 no Atlântico Norte, provocando a morte de 129 pessoas e mudando os padrões de segurança dos submarinos. Até lá!

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O Segredo do K-129: O Submarino Soviético que Afundou com Segredos Nucleares

conheça a história do K-129, o submarino soviético que afundou com segredos nucleares em 1968 e foi alvo de operação secreta de resgate dos americanos

Neste episódio da nossa série Submarinos Perdidos, vamos contar a história do K-129, um submarino soviético que afundou em 1968 no Pacífico Norte, levando consigo segredos nucleares. Foi um dos mais intrigantes casos de espionagem da Guerra Fria e uma ousada operação de resgate dos Estados Unidos, que tentaram recuperar o submarino do fundo do mar sem que os soviéticos soubessem.

O Submarino Estratégico

O K-129 era um submarino da classe Golf II, com 98 metros de comprimento e equipado com três mísseis balísticos nucleares R-21 e 22 torpedos. Era considerado um dos mais importantes da Frota do Pacífico da União Soviética e capaz de atingir alvos na costa oeste dos Estados Unidos. A bordo estavam 98 marinheiros, entre eles o capitão Vladimir Kobzar e o comissário político Ivan Zateyev. O submarino foi construído na Alemanha Oriental em 1959 e incorporado à Marinha Soviética em 1960. Entre 1960 e 1967, realizou seis patrulhas de combate no Pacífico.

O Afundamento Misterioso

No dia 24 de fevereiro de 1968, o K-129 partiu da base naval de Petropavlovsk-Kamchatsky, no extremo leste da União Soviética, rumo ao Havaí, onde deveria realizar uma missão secreta de lançamento simulado de mísseis contra as bases militares americanas. A viagem deveria durar 70 dias e o submarino deveria manter contato diário com a base naval por rádio.

No dia 8 de março de 1968, às 15:15h (horário local), o K-129 fez seu último contato com a base naval, informando que estava em sua posição designada e que tudo estava normal a bordo. Depois disso, o submarino silenciou e nunca mais foi ouvido. As autoridades soviéticas ficaram preocupadas com o destino do submarino e iniciaram uma grande operação de busca no Pacífico, mas não encontraram nenhum sinal ou destroço da embarcação.

O que os soviéticos não sabiam é que os americanos tinham uma vantagem sobre eles: uma rede de sensores acústicos instalados no fundo do mar, chamada SOSUS (Sound Surveillance System), que monitorava os movimentos dos submarinos soviéticos no Pacífico. Essa rede captou um ruído anormal na área onde o K-129 navegava, que foi interpretado como uma explosão interna no submarino. Com essa informação, os americanos conseguiram localizar aproximadamente a posição do naufrágio do K-129, a cerca de 2.600 quilômetros a noroeste do Havaí.

O Resgate Secreto

Os americanos viram no afundamento do K-129 uma oportunidade única de obter informações valiosas sobre os segredos nucleares e criptográficos dos soviéticos. Por isso, planejaram uma operação secreta para resgatar o submarino do fundo do mar sem que os soviéticos percebessem. A operação recebeu o codinome de Projeto Azorian e foi conduzida pela CIA, a agência de inteligência americana.

A operação foi extremamente complexa e cara, custando cerca de 800 milhões de dólares. Os americanos construíram um navio especial, chamado Hughes Glomar Explorer, que tinha um enorme guindaste capaz de içar o submarino a uma profundidade de quase 5 quilômetros. O navio foi disfarçado como uma embarcação de mineração de nódulos de manganês no fundo do mar, e contou com o apoio do bilionário Howard Hughes, que era um aliado da CIA.

A operação foi realizada em 1974, seis anos após o afundamento do K-129. O Hughes Glomar Explorer chegou ao local do naufrágio e começou a tentar recuperar o submarino com uma garra gigante. No entanto, durante a operação, a garra se rompeu e apenas uma parte do submarino foi resgatada. O restante caiu novamente no fundo do mar e ficou irrecuperável.

Os americanos conseguiram recuperar alguns corpos dos marinheiros soviéticos, que foram sepultados no mar com honras militares. Eles também conseguiram recuperar alguns equipamentos e documentos do submarino, mas não os mísseis nucleares nem os códigos secretos que tanto desejavam. A operação foi mantida em sigilo absoluto até 1975, quando um jornal americano revelou sua existência. Os soviéticos ficaram furiosos com a violação da soberania e da dignidade dos seus mortos e protestaram contra os americanos.

A Revelação Histórica

A história do K-129 e do Projeto Azorian foi uma das mais fascinantes e controversas da Guerra Fria. As causas do afundamento do submarino ainda são incertas, mas há várias teorias em aberto, como falha humana, defeito técnico, sabotagem ou colisão com outro submarino. A operação de resgate dos americanos foi uma das mais audaciosas e sofisticadas da história naval e da espionagem. Os detalhes da operação ainda são classificados como secretos pelos americanos, mas alguns documentos e relatos foram divulgados ao longo dos anos.

Esperamos que você tenha gostado deste episódio da nossa série Submarinos Perdidos. Se você achou este conteúdo relevante, por favor, curta, comente e compartilhe com os seus amigos. E não perca o próximo episódio, em que vamos contar a história do  ARA San Luis: O Submarino Argentino que Escapou da Morte na Guerra das Malvinas. Até lá!

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